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"O romance entre as Estrageiras e os CaboVerdianos"

a outra eu prefiro os peitos, e a mais velha dizia eu prefiro o pau, e a mais nova eu prefiro a bunda.

Part. 1 - A dinamarquesa 

Na taberna o assunto do momento era o salvamento da menina de Dinamarca no mar de Tarrafal que já tinha acontecido há mais de cinco messes no qual ela acabou por casar com o seu salvador, a menina veio abrir um negócio no Tarrafal a fim de esquecer da sua antiga relação que acabou de forma estupida com o companheiro a fugir, de qualquer forma na boca do povo da tasca estavam bem falados. Mas, a supressa era o reaparecimento do desgraçado.

Na mesa da tasca acabou de sentar Chack, acompanhada do seu marido e mais um individuo dinamarquês que acabaram de encontrar e convidaram-no para os acompanharem num copo na taberna ao lado da rua dos Amadores.

O odor de café deambulava pela estrada a fora, momentos misturava com a brisa do mar e em outros momentos misturavam com o cheiro da pesca, a estrada apresentava suja de flores que caiam as centenas nas ruas sem ter comovido nenhuma alma. Chack fez sinal para a garçonete de serviço para trazer uma cerveja para o marido e um grogue para o compatriota que acabara de sentar ao lado da Chack com alguma intimidade a frente do marido que apresentou-se minimamente despreocupado, mas o Tiku resmungou da acção pouco normal, Tiku que passava mais momentos na tasca do que dentro de casa, Acabaram de esbarar com o dinamarquês e ainda veio com a ousadia de apalpar a Chack. -eu acabei de casar ontem me respeita seu desgraçado! Disse a Chack para o intrometido dinamarquês, mas a chack estava cada vez mais chocada a medida que o tempo passa.

-então como é que estão as coisas nessa nova vida de casado Chack? Perguntou o dinamarquês. Despreocupado, mas valorizando o salto na vida que a chack deu.

-é uma situação nova que nunca mais pensava que iria sentir ou pensar ter, mas, sinto-me muito valorizada, há muito tempo que não me sentia assim, realmente existe pessoas no mundo que foram feitas uma para outra, neste caso o meu marido que encontrei nesta terra de sol e de azagua descontinuada, mas também de flores que morrem sem uso. Disse a Chack provando o seu a vontade na cidade, e na vida do seu marido.

O dinamarquês, sempre fitava a Chack nos olhos com a vontade de dizer alguma coisa que faltou dizer em alguma ocasião que antes eles tinham encontrado. Nos olhos do homem luzia lamentos de saudade de alguma intimidade que possuía com a Chack. – Eramos tão felizes. Resmunou baixinho o dinamarquês.

-o quê que te aconteceu, Frank? Tu me deixaste e simplesmente desapareceu, sem deixar pegadas, há mais de dez anos ninguém sabia nada de ti, procuramos por ti pela Dinamarca inteira! Por coincidência encontro contigo nesta tasca num país que nem os nossos ancestrais escandinavos pensaram que existisse. Perguntou a Chack, mas também fazendo algumas considerações, Chack é uma mulher alta os olhos dela apresentam o azul do Céu e o seu condor.

 Enquanto o marido da Chack falava com o Tiku, o dinamarquês acariciava a Chack na cara, e ela insistindo na procura do porquê do súbito desaparecimento. – Antes de te dizer o porquê, convidaria te para a minha residência e depois lhe direi o que é que se passou durante esses dez anos que deixei tudo para trás na Dinamarca e vim estabelecer a moradia nesta terra do norte desta ilha.

Hesitou por um momento a Chack, que pensou na desculpa para se livrar do marido que manteve em silêncio desde o início da conversa dos dois. Chack, que estava a falar na língua materna da Dinamarca com o Frank, interrompeu a brincadeira do marido com o Tiku dizendo que tem de se ausentar por umas horinhas, e o marido nem se moveu nenhuma nesga de ciúmes ou autoridade de marido recém-casado perante a atitude da Chack.

Apanhou a sua bolça, terminou o seu café despediu do marido com um beijo na boca e acenou com a mão para o Tiku, levantaram olhando penetrantemente um para o outro, naquela tarde de calor abrasador ao abandonar o espaço, o dinamarquês fez um sinal meio desencurvado de despedida ao marido da Chack dizendo até logo, e o marido fez o sinal com a cabeça, e o Tiku fez um sinal ao marido parecendo querer dizer ao marido. – Tu és mesmo uma bosta sacripanta. Talvez por ter ficado calado permitindo a esposa falar numa língua estranha que ele não entende e com outro homem, e ainda deixar a sua mulher se ausentar com outro homem, talvez ele não chegue a ser sacripanta. Talvez, burro-anta.

O Tiku, atendia todas as pessoas da tasca com um simples olhar e abanava a cabeça, quando ele abanava a cabeça para alguém, porque a pessoa era do bem, é um grande acompanhante dizia o marido da Chack, eles dois eram grandes amigos, o Tiku já chegou a passar um dia inteirinho sem dar o seu sinal de ser vivo por não ter visto o marido num dia, o marido e a Chack tornaram fregueses assíduos da tasca desde a altura que conheceram naquele dia fatídico na praia de Tarrafal, no casamento dos dois ele tinha até a mesa reservada, em certos momentos até no coração da Chack, que primeiro o achou abandonado sem pai e mãe feito um vira-lata sarnento e cuidou dele depois de ter juntado com kadjinhu, tornou mais intimo do Kadjinhu do que a Chack.

O Kadjinhu antes de ter casado com a Chack passava os seus dias na praia do Tarrafal, durante o dia, praticava exercícios físico, ajudava a tirar as lanchas da água e os pescadores lhe agradecia com os peixes, há mais de cinco anos o Kadjinhu tinha saído da tropa, e a experiencia que ele tinha adquirido na milícia lhe permitiu conhecer os homens e as suas maldades, mas também aprendeu a conviver com a maldade ele sabia fazer a maldade, quando não estava a fazer nada que prestava ouvia o livro de Sun Tsu, a arte da guerra, mas também ouvia livros de auto ajuda de Augusto Cury, desprezava os livros de Paulo Coelho, não por ter lido muitas vezes, mas, por ter enjoado dos assuntos tratados.

O ponto mais forte de Kadjinhu era a natação, actividade desportiva que ele tinha destacado na tropa que o serviu para salvar algumas crianças que afogavam na praia de Tarrafal, nunca cobrava nada e não gostava de agradecimento dos pais e nem das autoridades. Devido a esta atitude as rabidantes que rabidavam na praia lamentavam muito não terem a chance de compreender um moço tão jovem e bonito. Quando elas se agrupavam para promoveram as suas leviandades elas abriam a foto de Kadjinhu no telemóvel, um dizia.- Eu quero o pescoço. A outra dizia eu a boca, a outra eu prefiro os peitos, e a mais velha dizia eu prefiro o pau, e a mais nova eu prefiro a bunda. Ele não bebia, não parodiava o seu hobby favorito era o desporto, ajudar os outros e cuidar do seu corpo. Quem me dera ter este mutxatxu, dizia a Enezita que preferia o Kadjinhu por inteiro, uma espanhola que já estava entrosada com o projecto da rabidância pela vila de mangue, ela gostava do kadjinhu, mas nunca teve nenhuma chances de se aproximar intimamente do rapaz, Kadjinhu o ajudava na contagem dos peixes por pares, a ajudava no transporte do pescado e ainda o elogiava pela coragem de ter abandonado tudo na Espanha para vir fazer o trabalho da rabidância em Tarrafal de Santiago, o capital Mundial de rabidância que importava rabidante espanhola, troçava o México.

 O kadjinhu, apesar das más brincadeiras das rabidantes não desistia de fazer o bem para elas, é com o bem que se dá bem e podia chegar a onde se pretende, acreditava ele que negando as paródias das rabidantes era um bem, não mandar palavrões como preceituava os pescadores era resquícios de ter ética, limpar a praia sem ter de esperar pelo serviço municipal é uma obrigação de todos e de ele enquanto frequentador diário daquela lugar. Quando chega a tardinha o Kadjinhu vai para casa ajudando os pescadores com motores que vinham da faina da tarde. A quase um mês que o kadjinhu não aparecia na Praia devido ao rumo que a sua vida tomou, casou com uma dinamarquesa que vendia folhas de Tarrafa e algodoes doce na praça dos verbosos que fica a frente da sede municipal.
Já são seis da tarde e a Chack não regressou ainda, kadjinhu, até aquela hora estava sentado na rua da tasca com o seu escutador nos ouvidos, enquanto o Tiku dormia compassivamente, tocou o telemóvel.

-sim, quem está lá. Era a Chack do outro lado pedindo ao Kadjinhu para o buscar na casa do Piter, aparentava pela vos que não estava bem.

-mas o quê que esta acontecer? Disse o Kadjinhu preocupado.

A partir daquele momento Kadjinhu começou a por tudo em dúvida, encetou a pensar na liberdade que deu a Chack, e aproveitou para se meter com o Piter, essa foi a primeira reacção do Kadjinhu, Piter o homem que ele bem conhecia e pelo nome de Salomon kane . – Se ela me confirmar que deitou com aquele canalha, eu … nem sei mesmo, os pensamentos de varias ordens e tamanhos invadiam a mente do Kadjinhu sempre esquivando a cabeça para lá e para cá para não entrar aquela coisa que os homens gostam pregar nos outros. Sim aquela coisa pontiaguda.…o Chifre. O telefone voltou a tocar.

- Estou!
-Kadjinhu vem ou não? Disse Chack, muito magoada.

-já estou a caminho. Kadjinhu levantou devagarzinho para o Tiku não acordar e apanhou a chave do seu velho Starlet amarela e pôs-se em direcção ao norte da vila, ainda pensando no que ele ia fazer caso o que estava pensando fosse verdade, mordia os lábios, o nervo trepava na testa e apertava o volante como se fosse a fino pescoço da Chack, faltava a menos de vinte metros para ele chegar a casa do Piter ele aumentou a máxima de luz do carro e olhou a Chack de cabeça aos pés, linda e atraente é a Chack que tinha um vestido que caia até os joelhos apertava um bocadinho na cocha a cor combinava com os cabelos dela, negros, tirando o brilho que os cabelos delas cintilavam na noite parecendo desvarios das bruxas. Parou o carro, Kadjinhu desceu e olhou a casa e reparou muito bem o ambiente que se vivia naquele momento, era um lugar que vivia duas pessoas há muito tempo, ainda tinha raiva pensando que a sua mulher foi estraçalhado na cama pelo Piter em pleno dia que eles iam para o respectivo lua-de-mel e pararam para tomar um café e por coincidência encontraram aquele com Piter, lamentava frequentemente o kadjinhu, que também estava confuso sobre se ia abandonar toda a sua calma que deu tanto trabalho para assimilar através do livro de sun tsu.

-ô meu amor, vamos embora e nunca mais quero mirar pela imagem daquele que um dia foi o meu marido. O Kadjinhu estava espantado pela tamanha revelação, mesmo abraçando a esposa e se ter livrado da raiva não conseguiu tirar os olhos do Piter que estava a janela acompanhado de uma pessoa que não conseguia ser reconhecido no escuro.

-ele me desprezou no mais íntimo desprezo que uma mulher poderia sofrer. Chorava a Chack nos peitos do Kadjinhu que aguentava em silêncio. Enquanto iam em direcção a tasca para procurarem o Tiku que ainda dormia a Chack pensava nas viagens que ela fez pela Europa com o Piter, visitaram Praga, Pireneus, Lisboa cemitérios dos ossos e sexo no pensões de dês euros, litrosas e zurrapas que eles bebiam pelas ruas de Madrid, Todas aquelas lagrimas eram as últimas lembranças da relação que tinham restado com o Piter.

Chegaram na tasca, estava sentado o Tiku que mostrou todos os seus dentes e expondo todo o seu contentamento com a presença deles. – Mas o que é que aconteceu de verdade na casa do Piter? Perguntou o kadjinhu.

- Queres saber mesmo de verdade? Responder com a pergunta a Chack. – Já sei, não precisas dizer, foste para a cama com ele não é!? Sua dinamarquesa adúltera, disse enraivecido o kadjinhu, depois de saber que o piter era o seu marido, sem acreditar nas lagrimas da Chack.

-não fala assim kadjinhu, nunca mais me diga isso.

-o que é que queres que eu te diga? Bandida. Ele disse ainda mais chateado e com olhos de desejo, toda aquela raiva era a vontade de estar sozinho com ela se possível nus entre quatro paredes, só imaginar a Chack não chega sentia se isso pelos olhos do Kadjinhu.

- Se queres que eu te diga antes de me mostrares esta sua parte estupida, fica a saber que ele me revelou que fugiu da nossa relação e deixou a Dinamarca e veio morar nesta cidade porque conheceu uma pessoa via Facebook e já tinham uma relação há mais de dois anos e veio aqui propositadamente para ser feliz com…

Amoleceu a fala e calou a Chack, e Kadjinhu sem importar com a dor da Chack ainda a olhava enraivecido.

- O que mais? Disse kadjinhu. E a Chack subiu a voz com ele.

-fica a saber que ele agora mora com um homem… aliás, um rapaz, há mais de oito anos aqui nesta cidade e ninguém se apercebeu. Ficou espantado o Kadjinhu mas também estupefacto por ter cruzado algumas vezes com o piter na arreia acompanhado do jovem entregador do pescado e nunca levantaram qualquer suspeita.

-meus deus. Admirado lamentava o kadjinhu. – Desculpa pela minha grosseria, tu sabes que eu não sou assim, é a primeira vez que digo estas palavras para uma mulher, e por azar é a mulher que eu amo, mas não dize-los não demonstro o meu amor e os meus ciúmes, desculpa porque eu te amo, e nunca te trocarei por outro homem ou mulher, brincou o Kadjinhu brincando com a Chack esperando ser desculpado.

-sabes o que queria fazer neste momento?
-pode dizer meu amor.
-te deixar e largar tudo o que eu já fiz ir embora para a Dinamarca, mas não posso, primeiro me salvaste no mar, e depois me deste um rumo mostrando a bondade e a dignidade, e por outro lado eu tenho uma lua-de-mel para apreciar com o meu amor.

-que alívio. Disse Kadjinhu estalando dedo e piscando um olho ao Tiku que acabou de latir mostrando que estava acordado e a abanar o rabo.

Entraram no carro em direcção a cidade da Praia e a Chack deitada com a cabeça na almofada do carro caída para baixo fez uma pergunta ao kadjinhu.

-kadjinhu, já andei por vários lugares no mundo e já vi vários tipos de flores e aqui no Tarrafal também tem flores bonitas na praça, nas ruas e estradas, mas os homens daqui não oferecem flores! Porquê?
Kadjinhu saiu do carro e recolhei umas tantas flores suficientes para fazer um buquê e ofereceu a sua esposa e retirou uma e colocou na orelha da Chack.
-agora podemos ir? Disse kadjinhu.
Sorriu a Chack que entrou num sono de profundo descanso e de despreocupação.

Por: Mario Loff

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