Novidades$show=404$type=carousel=hide$count=6

$hide=404$show=mobile

Caboverdiana conta “pesadelo” no Hospital que culminou com a morte do filho

Parturiente descreve “pesadelo” no Hospital de Mindelo que culminou com a morte do filho

“O QUE MAIS ME DÓI É QUE TUDO ISSO PODIA SER EVITADO COM UM SIMPLES ATO DE HUMANISMO”

Quem o diz é Leninha Spencer, natural de S.Nicolau e psicóloga de formação, ao contar essa sua historia, que diz ser talvez a mais dura de toda a sua vida. Tudo aconteceu entre Agosto e Outubro de 2019 mas Leninha diz que só agora, um ano depois, é se sentiu preparada para reviver o passado e as atrocidades de que foi vitima no hospital Baptista de Sousa em S.Vicente. Porque talvez seja ela a porta-voz de muitas outras mulheres que viveram o mesmo mas que não tiveram a coragem de denunciar a violência no momento do parto.

" 6 de Outubro de 2019-6 de Outubro de 2020

1 Ano depois...

Esta é a minha história….Talvez a mais dura de toda a minha vida :(

Sempre tive em mente torná-la pública, só ainda não tinha a feito porque não me sentia preparada para reviver. Pois confesso que ainda é muito difícil… mas talvez serei a porta voz de muitas outras que viveram o mesmo e não tiveram a coragem de denunciar a violência obstétrica que muitas vivem, no momento em que mais precisamos de empatia e cuidado.

Tive uma gravidez saudável desde o início, resolvi ausentar da minha ilha porque era a primeira gravidez e fiquei com medo caso tivesse necessidade de uma cesariana e infelizmente ainda não é possível na minha Ilha.

O meu parto estava agendado para 8 de agosto e o meu bebé nasceu no dia 2 de agosto de 2019, portanto uma gravidez a termo.

Estive em casa a controlar as contrações pois já sabia de antemão que quando chegas ao hospital, eles observam-te e se ainda estiveres sem a dilatação feita, mandam-te para casa esperar. Quando já estava com intervalos curtos nas contrações, fui para o Hospital acompanhada da minha prima Dalila, que é como se fosse minha irmã. Observaram-me no Hospital e concluíram que ficaria por lá pois estava prestes a entrar em trabalho de parto.

Fui ao Hospital a 23h35mn do dia 01 de agosto, e entre a 1:00 da manhã já estava em pleno trabalho de parto. A bolsa tinha rompido a 00h30mn.

E, deixaram-me ali até às 12:30 do dia seguinte para o Rodrigo nascer. Imagina o tempo todo e o bebê a perder líquido amniótico. Durante todo esse tempo só me fizeram o CTG uma única vez, só ao dar entrada no hospital.

Durante a madrugada, não tenho muito o que reclamar… Mas de manhã eu comi o pão que o diabo amassou.

A médica que estava de serviço, pelos vistos não fez as diligências do protocolo médico, pois estive praticamente o tempo todo com uma enfermeira. Esta enfermeira que se revelou uma víbora da pior espécie fez todo o tipo de maldade comigo.

Violência física e verbal, a citar: - disse-me que não tinha cuidado bem da pele durante a gestação, enquanto isso beliscava-me a barriga a dizer que ia tirar os pontos negros que eu tinha, isso sabendo ela perfeitamente que a pele de uma mulher grávida muda completamente e que isso naquele momento não era o mais importante, pois o urgente era trazer o meu Rodrigo Eugénio ao Mundo. Sem contar a ameaças que ela me fez, pois o trabalho de parto estava a demorar. Como se a culpa fosse minha.

Dizia Ela: - Se não ajudares eu vou te deixar sozinha… Estás a demorar de propósito…Não sabes expulsar um bebé?...Parir não é para qualquer um.

Sem contar as vezes que ele me fez o exame de toque, que era muito violento e eu perdia muito sangue.

E as horas passavam, e eu continuava ali, sem saber o que fazer…sentia muita dor e não tinha ninguém para me ajudar…ela me deixou sozinha, não me deixaram sequer ter um acompanhante. Me levaram para sala de parto, e novamente fiquei sozinha. Ela aparecia só para me humilhar, chegou até a dizer que o corpo que eu tinha não era o ideal para ter filho.

Tinha muita dor, já estava fraca…pois estava sem comer desde a noite…me deixaram ir tomar banho sozinha, sem poder andar direito com toda aquela dor.

As horas passavam, e o meu filho em sofrimento, em qualquer hospital com uma equipa decente, o procedimento normal nestas situações é levar a parturiente ao bloco operatório e dar seguimento a uma cesariana.

O que significa alívio para a mãe e salvar a vida do bebê. Mas não o fizeram, sobretudo porque a médica que estava de serviço tinha medo da enfermeira. Num momento ela quis me levar a fazer uma cesariana mas, a enfermeira não a deixou. A médica me deixou nas mãos da bruxa. Agora eu pergunto, quem é que manda uma enfermeira ou a médica?

A Enfermeira colocou-me no chão de castigo, segundo ela…fiquei ali, entretanto o meu filho começou a nascer…estava sozinha gritei para a enfermeira, ela me disse que era mentira…gritei de novo e ninguém… Depois ela resolveu aparecer, já dava para reparar a cabeça do meu menino…colocou-me rapidamente na marquesa, e ela a puxou. Nasceu ás 12h30mn de 02 de agosto. Mas algo estava errado, o meu filho não chorou, mesmo depois de o reanimarem. Eu ali sem forças, desesperada por não ouvir o grito do meu filho, e por ver um montão de pessoas em volta dele…. Chamaram o pediatra para o reanimar e mesmo assim sem sucesso.

Levaram ele da sala de parto e me deixaram lá, sem nenhuma notícia do ocorrido.

Foi ali que começou os piores dias da minha vida. Acionam a unidade neonatal que constata que o Rodrigo precisa ser entubado e reanimado.

Ao que consta a essa situação, chama-se hipoxia.

O meu menino nasceu em sofrimento e com traumas cerebrais.

Quando tive direito a primeira visita ás 15h da tarde, ainda eu me encontrava nos lençóis sem nenhum tipo de higiene sequer, sendo que até para urinar contei com uma outra grávida que lá estava para ter o seu bebê também.

Recebi a visita do namorado da minha tia (Nuno), que esteve a fazer-me companhia até a Dalila chegar para me levar uma canja, pois não me deram nada depois daquele tempo todo sem comer.

Depois a Dalila ajudou-me a tomar um banho e comi.

Estava de rastos como é óbvio, pois maior alegria das mães são os segundos após o nascimento do bebê em que sentem o contacto pele a pele, e eu não tive o direito a isso. Estava ainda sem conhecer o meu filho. Podia ir ao corredor de acesso a sala de incubadoras, espreitar, mas não sabia qual dos bebés era o meu Rodrigo.

Só vi o meu filho pela primeira vez, por causa da minha madrinha que tinha uma enfermeira amiga ali. E logo o pediatra ali me deixou transtornada com as suas palavras: - É culpa sua, o estado crítico do teu filho.

Foram vários telefonemas, mas não tinha vontade de falar com ninguém…só chorava as horas todas, e o meu peito cheio de leite, mas não podia dar a meu filho.

Vi o meu filho e percebi a gravidade da situação, mais tarde ele agravou-se…teve que ser operado com apenas 72h00 de vida….pois teve uma perfuração intestinal, que até hoje não entendi pois nas ecografias estava o tempo todo normal.

Depois de esse novo facto o meu pai e o meu namorado, foram ao meu encontro… senti com mais forças. Era uma operação de risco, o médico disse que o meu filho podia não aguentar, pois era muito pequenino e frágil. As horas passavam e nós em sofrimento, agarrando apenas na fé e na virgem Maria. Graças a Deus a operação foi um sucesso.

Respiramos pela primeira vez de alívio e a nossa esperança aumentou. Após a cirurgia, o Rodrigo foi respondendo aos sinais, embora a maior preocupação dos pediatras era o estado neurológico dele. Não sabíamos se ia ter sequelas e a que níveis.

No dia 08 de Agosto, o Rodrigo completou 7 dias a lutar pela vida e eu tive outro ânimo, pois abri a janelinha da incubadora e conversei com ele e ele reagiu ao estímulo. Fiz-lhe cócegas na planta dos pés.

O Rodrigo ia começar a tomar leite materno. Teria de tirar o leite de 3 em 3 horas.

Convém salientar que nesta altura foi uma confusão porque eu já não tinha cama para dormir e passava o dia todo nos bancos do hospital…no Hospital alegavam que nunca me tinham dado alta ( coisa que tinham feito no dia que levaram o Rodrigo para o bloco). No dia seguinte conseguiram-me uma cama e ainda houve quem passava por mim e exclamando que eu tinha voltado, depois de ter abandonado o meu filho. Repare no insulto.

Rodrigo começou a tomar leite no dia 10 de agosto, 3ml de 3 em 3 horas. Era insuficiente para mim, pois eu tinha muito leite e tinha de desperdiçar todas as vezes mais de 150 ml.

Mas os pediatras fizeram de tudo para que ele continuasse a alimentar. Quando a situação agravava por algum motivo, suspendiam o leite, mas ele ficava sempre com o soro é claro.

Pelo que eu sei ele tinha toda a medicação necessária, desde a morfina para as dores, os antibióticos, o paracetamol, enfim tudo o que era preciso conforme o quadro que se apresentasse e em quantidades adequadas como é óbvio.

O trabalho da Unidade Neonatal foi Excelente. A postura tanto dos médicos como dos enfermeiros da respetiva unidade.

Ia tendo os seus momentos altos e baixos, até porque os casos de negligência continuavam a acontecer com outros seres humanos dentro do Hospital e cada vez que eu me aproximava do corredor da sala de incubadoras, o meu coração disparava. Uma vez levei um susto enorme pois uma bebê que estava ao pé do Rodrigo e que já lá estava há mês e meio tinha falecido e imagina o desespero a viver isso e a ver a outra mãe a sofrer.

No dia 21 de Agosto mais ou menos por volta das 5 da tarde, desentubaram o meu Rodrigo. Um dado importante, pois sentimo-nos aliviados embora apreensivos. Os médicos ficaram vigilantes mas ainda infelizmente ele não reagiu bem a tal facto, a saturação caía, o ritmo cardíaco oscilava e voltaram a entuba-lo no dia seguinte. Tinha apanhado uma infeção nos pulmões, foi-lhe diagnosticado Pneumonia.

A minha mãe viajou para conhecer o neto e me dar apoio emocional.

No decorrer disso foram fazendo os tratamentos para a pneumonia, ele ainda tinha manchas no pulmão, fizeram-lhe uma transfusão de sangue. Os dias foram passando e o Rodrigo foi reagindo, lutando pela vida. Tive momentos bons como ter tido o meu filho no colo depois de 1 mês e 15 dias de vida por uns momentos, participando na higiene dele, e atenta a tudo o que os médicos faziam no sentido de também apreender para em caso de ser preciso socorrer o meu filho.

Mas resumindo aquela última semana, mais precisamente os últimos 3 dias, foram terríveis. Os médicos tiveram que fazer-lhe outra transfusão de sangue. Ele estava com anemia.

Foi perdendo peso, e numa noite de sábado o meu menino “definhou” mesmo. Comecei a chorar na quinta feira sozinha quando fui lhe mudar a fralda e vi os ossos dele.

No sábado de madrugada, por volta das 3:30 sofreu uma paragem cardiorrespiratória.

O que mais me doi é que isso podia ter sido evitado com um simples acto de humanismo ao trazer o meu menino ao Mundo. Com uma cesariana, com uma equipa competente, com profissionais que têm amor a profissão, vocação e não ganância alimentada pela sede de poder. De dizer, "eu é que mando e não aceito que ninguém intrometa no meu trabalho". O trabalho deve ser feito precisamente em equipa. Principalmente o de trazer um ser a este plano, pois é o direito fundamental que todos têm, o direito a vida.

Para terminar, foram 2 meses de sofrimento do princípio ao fim. Colocaram-me no quarto com as outras mães com as suas crianças a serem amamentados e a chorarem, dois registros que todas as mães querem e que eu não experimentei. Na maior parte do tempo eu não podia tocar no meu menino através das janelinhas da incubadora…Isso foi uma tortura, eu vivia na maior parte do tempo na praça do hospital, pois não suportava ver as outras mães com os seus filhos no colo.

A víbora da enfermeira chegou a me dizer que não sabia que eu tinha formação. Imagina, do tipo " se eu soubesse que eras instruída, tinha-te dado outro tratamento". A isto se chama injustiça, pois ela deve tratar todos os pacientes da mesma forma, independentemente da raça, cor, posição social, nível de instrução, etc... No seu entendimento, era mais uma que vinha das ilhas para "parir" no Hospital do Mindelo. Inicialmente ela chegou a me ver no refeitório/bar do hospital e fingiu não me conhecer e nem um bom dia que é o que se espera de qualquer indivíduo. Depois eu a surpreendi de madrugada na sala de incubadoras. Ela interrogou o facto do Rodrigo ainda estar vivo. Quando se apercebeu da minha presença ela mudou de discurso e exclamou " -coitada desta mãe".

De acrescentar que em momento algum eu tive assistência (consulta pós- parto) no momento que estive internada com o meu filho nesse Hospital. Fui pagar uma cá fora, numa clínica privada com o meu dinheiro, depois de 2 meses de despesas inesperadas e nas vésperas de regressar a casa, mais precisamente na quarta feira. 72 horas depois de enterrar o meu filho.

A minha revolta era galopante. De salientar que nunca tive acesso ao relatório médico que eu pedi, durante todo o tempo que estive no hospital com o meu filho. Foram 2 meses de dor, angustia, medo, raiva, aprendizagens... mas sobretudo de muito Amor.

AMOR esse que carrego no peito, mesmo depois da partida prematura do meu Rodrigo. Pois aprendi a viver 1 dia de cada vez, com dias bons e dias ruins. Fiz amizades que levo por toda a vida... Sentimento de gratidão com o pessoal do departamento da neonatalogia, pois fizeram de tudo pelo meu Rodrigo.

Gratidão a Deus por cada momento que ele permitiu entre eu e o meu Menino.

Agradeço pelo apoio de todos que estiveram presentes comigo nessa Luta. Não guardo rancor nos dias de hoje, acredito na justiça divina… pois sei que o meu filho tinha uma missão, e precisava partir. É meu anjinho, ele sabe a Mãe que eu fui e sou, que fiz tudo para o salvar.

Deixo um apelo aos profissionais de saúde que sejam mais empáticos com os seus pacientes, principalmente na hora de dar a luz a um ser, pois esse facto pode mudar o rumo de qualquer história.

#MeuRodrigo #MeuPequenoTalismã #MeuGuerreiro #MeuAnjo ❤️💙❤️

Por Toda Minha Vida Eu Vou Te Amar …Te Amarei de Janeiro a Janeiro até o mundo acabar

Se leu até aqui, muito obrigada!"

COMMENTS

Pub

Populares$show=404

Formulário de Contacto

Nome

Email *

Mensagem *

Nome

2MUCH,12,6 crianças na Tarrafal,9,Abraão Vicente,37,Adê,3,Aderito Depina,5,Africa,1,album,66,Alex Evora,27,Alicia Pereira,7,Alsis Dende,19,Amílcar Cabral,8,Amoransa,16,anedotas,20,Angela,6,Anilton Levy,91,Anny,5,Apollo G,44,Arielson,6,Aristide Gaspar,4,Arte,7,artistasCV,18,August Silva,17,Aventuras di Bubacar,8,Badoxa,13,Basket,17,Batchart,7,batuku,65,Beleza,59,Betinho,28,Beto Dias,40,Beto Duarte,12,BigZ Patronato,65,Biografia,175,Black G,21,Blacka,21,BossAC,4,Boy Game,7,Breve,14,Bruce Semedo,11,c.james,16,cabelo,25,Cadillac Ali,8,Calema,9,Carlos Andrade,7,carros,3,casa do lider,64,Cesar Sanches,6,Cesaria Evora,12,Cesf,44,Charbel,23,Chrislainy Lopes,28,chuva,14,comedia,265,contos,67,covid-19,316,CRASDT,7,Cremilda Medina,9,Cultiva,12,Cur,1,curiosidade,345,CV,1,CVMA,43,CvTep,26,dança,36,Danilson Pires,9,David Brazao,9,Deejay R_One,11,Denis Graças,7,Dentu Moda,17,Desaparecimento,76,Desporto,288,Detroit Kabuverdiano,8,Devil K,11,DG One,14,Dibaz MOB,13,Dicas,91,Dicla,43,Dino D'Santiago,17,Divas Paris,6,Dj Kelven,7,Djam Neguin,20,Djedje,6,djodje,103,Djy Indiferente,53,DNOS,9,documentário,2,Du Marthaz,12,Duelo de Artista,1,Dynamo,34,Economia,4,Eddu,22,Edwin,5,Elida Almeida,51,Elji Beatskilla,36,Elly Paris,23,Eloisa,5,Eminem,5,emprego,3,Entrevista,114,Erros nos manuais,7,EtelLopes,24,Evento,377,Expavi,10,FattúDjakité,10,Ferro Gaita,13,Fidjos Di Belo Freire,14,fidju di nhu Santu Amaru,5,FlowPezoD,6,Fofoca,259,França,124,Fred G-HarT,8,Fredked SamBriu,11,Fugi Regra,15,Funana,406,Futebol,104,Ga daLomba,17,Gamboa,1,garry,38,Gaucho do Bem,52,Ghetto Stars,5,Gil Semedo,25,gilson furtado,13,giovani rodrigues,42,Grace evora,13,Gracelino Barbosa,16,Gylito,5,Heavy H,5,Helio Batalha,65,Hilário Silva,15,Hip Hop,1264,info,2,internacional,204,intimo,15,Isah,13,IUcv,5,IvanAlmeida,2,Ja Diva,18,Jailson,10,JamesTC,5,Jassy Correia,8,Jay,41,JCF,19,Jéssica Pellegrini,7,Jimmy,7,Jm Caps,5,JoaoBranco,3,Joaquim,1,Jorge Neto,29,Josslyn,36,Judepina,3,JuntosMusica,40,kady,8,Kaka D'Lidia,10,Keyla,23,kizomba,415,KMA,7,Komikus Tarrafal,21,Kruvela Jr,10,lavinia,16,Lavvy,16,lejemea,40,Lenira Querido,7,Léo Pereira,35,letras,32,Lippe Monteiro,18,Lisandro,13,Lista10,6,Loony Johnson,35,Loreta kba,47,Lura,16,Maicam Monteiro,34,Mannó,4,maria silva,3,Mario Loff,58,Mario Lucio,15,Marito,11,Mauro Barros,4,Mayra Andrade,15,Mc Acondize,8,Mc Katxupa,17,mc prego,34,Mc Tranka Fulha,92,Mellanie Tavares,4,Menina Allycia,4,Mentis Kriolu,4,Meteo,1,Miguel Andrade,29,Mika Mendes,14,Miss,26,Mister MC,5,Mito Kaskas,27,MituMonteiro,4,moda,131,MonteTxota,31,Morena Santana,11,Mota Jr,27,Mr. Carly,4,Mudjeris di Bom Sperança,11,Mural Valete,15,musica,2653,Myriiam,8,N.I.Abensuod,4,Nair Semedo,4,Nandorex,7,Naytchy MG,10,ne jah,41,Nelson Freitas,38,Nelson Junior,3,Neuza,14,Nikess,5,Nissah Barbosa,12,Nittó Destiny,12,Nitto Love,6,Nuno do Guettoh,5,opinião,2029,OsmarBrito,1,Papa Rocha,4,pentiados,6,Platão Borges,17,Poema,221,policia,61,Politica,369,Populares da Semana,2,Princezito,17,Projota,18,Promo,77,Puto G,9,Quemé,8,racismo,8,Radio,1,Rahiz,41,Rapaz 100 Juiz,37,Ravidson,4,Ray G Corvo,10,Receitas,12,Ricky Boy,26,RimAsom,9,rip bela,4,Ritchaz,9,Romeu Di Lurdis,41,Ruben Lobo,2,ruddy boy,9,Rui,35,Ruth Furtado,4,Samora,3,Sandrine,4,Santa de volta,11,Sara Tavares,6,saude,58,SCV,18,sebah,57,Selson Batalha,6,Sem Pressa,35,Sem Truques,7,ShadeB,16,SiBi,19,sociedade,1892,solidariedade,110,Som di Terra,3,sondagem,2,soraia ramos,13,Sos Mucci,9,StevenR,5,Su Boss,8,Surf,8,Sussu MT,7,TACV,50,Tarrafal,234,Taylor Moikano,5,Teatro,11,Tec,11,Tecnologia,16,Thairo Kosta,20,The Profit,38,Tikai,40,Tinho Star,10,TitoParis,2,Tixa,21,To Semedo,17,Tony di Frank,16,Tony Fika,42,Tony Mamaidoka,13,Totoloto,6,Trakinuz,18,turismo,5,Ultimas gotas,9,Vado Más Ki Ás,21,VanessaFurtado,8,vania,5,VannyReis,1,VBG,27,video,4944,Viral VDM,51,Wade Silvino,6,Will.G,5,WillG Loko,12,Willy Semedo,47,Wilson e Zidane,1,Yara dos Santos,17,Young Problema,11,Za Preta,7,Ze Badiu,15,Zé Carlos,5,ze espanhol,71,Ze pikenu,9,Zé Spritu Guerrero,2,Zubikilla,3,
ltr
item
Dexam Sabi Cabo Verde: Caboverdiana conta “pesadelo” no Hospital que culminou com a morte do filho
Caboverdiana conta “pesadelo” no Hospital que culminou com a morte do filho
Parturiente descreve “pesadelo” no Hospital de Mindelo que culminou com a morte do filho
https://1.bp.blogspot.com/-sNho-V-3Nh8/X3yZgB7aB7I/AAAAAAAAM2U/_CqEMSn_HmA9yokjXWXrJ-Lvq511OjuJQCLcBGAsYHQ/w400-h233/caboverdiana%2Bssd.jpg
https://1.bp.blogspot.com/-sNho-V-3Nh8/X3yZgB7aB7I/AAAAAAAAM2U/_CqEMSn_HmA9yokjXWXrJ-Lvq511OjuJQCLcBGAsYHQ/s72-w400-c-h233/caboverdiana%2Bssd.jpg
Dexam Sabi Cabo Verde
https://www.dexamsabi.com/2020/10/caboverdiana-conta-pesadelo-no-hospital.html
https://www.dexamsabi.com/
https://www.dexamsabi.com/
https://www.dexamsabi.com/2020/10/caboverdiana-conta-pesadelo-no-hospital.html
true
777634241572887542
UTF-8
Loaded All Posts Not found any posts VEJA TODOS Ler Mais Reply Cancel reply Delete By Home PAGES POSTS View All RECOMMENDED FOR YOU LAB ARCHIVE SEARCH ALL POSTS Not found any post match with your request Back Home Sunday Monday Tuesday Wednesday Thursday Friday Saturday Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat January February March April May June July August September October November December Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec just now 1 minute ago $$1$$ minutes ago 1 hour ago $$1$$ hours ago Yesterday $$1$$ days ago $$1$$ weeks ago more than 5 weeks ago Followers Follow THIS PREMIUM CONTENT IS LOCKED STEP 1: Share to a social network STEP 2: Click the link on your social network Copy All Code Select All Code All codes were copied to your clipboard Can not copy the codes / texts, please press [CTRL]+[C] (or CMD+C with Mac) to copy Table of Content