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Tarrafal, é uma festa!

A chuvara é bela gente, e a motorista é sorridente quando a sorte precede a felicidade, motivo de riso.

Tarrafal, é uma festa! - por Mario Loff

Dia 1

Não se previa a nossa alvorada da capital antes das 16h, mas os murmúrios do tempo gravitavam na boca dos ventos, mensageiros de um fim de semana insidioso. Contudo, a pressa dos eventos impeliu-nos a um patamar inusitado.

Os buracos nas estradas contavam poemas de ricos e o cansaço dos pobres. A jovem ao volante, uma escritora de destinos, havia proclamado aos céus, dias antes, sua presença para medir a ausência dos temores, seus cabelos narrando em matizes. Assim, escolhemos o Tarrafal num prelúdio de fim de semana, esculpido no crepúsculo do dia anterior, curva, nunca curvatura, do homem setentrional.

A chuva veloz e suave desvendava o corpo fas jovens errantes pelas bermas da estrada, olhares pontiagudas, sedentas por aventuras que lhes sussurrassem eternidades, todas jovens, em disputa com blusas e vestes que se moldam a cadeiras, jamais a sofás de divã, mas serve para se sentar com prazer e sem temor.

Descemos pela majestosa Avenida de Lisboa, onde as almas dos passantes se mostravam puras, quase angelicais, ao cruzar com nosso olhar. O sino da igreja espalhou por quatro cantos do mundo, e foi a minha alma que respondeu ao chamado sagrado, não que os fiéis desdenhassem as arquiteturas divinas de Niemeyer ou as criações mais íntimas, forjadas pelas mãos de deuses discretos.

Ansiava por tecer palavras que justificassem nossa fuga do limbo rumo ao Tarrafal, numa tarde onde o tempo parecia ter esquecido sua essência nas vielas da capital.

E então, sob uma garoa que nos abraçava, chegamos quase à terra do nunca, sempre o primeiro porto onde saudamos os poetas eternizados no Carpe Diem sem fim.

Veio-me à mente a memória do homem mais infortúnio do mundo, entrelaçada nas narrativas de Mário Mendes, que vislumbrei a preparar para uma nova era dourada ao norte da ilha, ele que sempre invade meus pensamentos com um eco de incredulidade, compartilhado com minhas companheiras de jornada, que, absortas, pouco me ouviram.

Prosseguimos, então, para o Tarrafal, com uma pausa em Assomada, onde os homens, trajados a rigor, cortejavam as moças com gestos de sedução milenares. A cena era deslumbrante; a dança social da corte e a astúcia feminina se desenrolavam perante nós, todos exceto Santo Amaro, sempre fingido, que lamentava a perda de sua Catarina num dia fatídico, agora marcado a ferro e fogo no calendário das festividades anuais, a cada 15 de janeiro.


Tarrafal é uma festa!

Dia 2

É o verão que se anuncia em nossa pele, e as horas deslizam lentas, barrando o suor. Antes de partirmos de Santa Catarina, o frio miúdo ainda nos invadia, revelando que em Assomada há um selo de autenticidade tipo agulha quase prego. 

No Payol, discutimos todas as páginas emanadas daquela cabeca de cabelos multicores, apesar do tumulto de algum parágrafo esquecido na rua, onde dezenas de professores passaram, mas poucos sentiram a essência daquela emoção, uma vontade latente de ouvir sobre o ancião que geria mulheres. 

Não que a profundidade tivesse emergido de um buraco deixado por um copiloto presidencial após as antigas inaugurações de linguagens traiçoeiras ( nu da furu na kadjeta, na principal), mas a noite nos surpreendeu na curva rumo à ascensão da serra. 

A chuva desliza com seu carrinho incolor com abundância no apelido, e o chão agradece com um gemido, gerindo centenas de rodas que levam ferros, almas até o Tarrafal. 

Em outras ocasiões, estranhavamos as chuvas no verão. No templo antigo, os desafortunados alcançaram a terra do nunca. A moça pisa firme na embreagem, e a chuvara atinge o ápice da emoção quando a névoa da serra envolve seu corpo inteiro, e nós nos abraçamos até que o senhor do mundo passe pela contracurva, e pela curva onde se avista o Tarrafal além da serra Malagueta. 

A chuvara é bela gente, e a motorista é sorridente quando a sorte precede a felicidade, motivo de riso. O parque da serra guarda despedidas não ditas; observamo-las, mas elas habitam um mundo tão absoluto e sacrossanto, elas são tão efêmeras e nós tão parque das lamentações. 

No entanto, ao embalar, a motorista viu Jorge Barbosa, queixando-se de sua estátua diante das finanças: é que o poeta é um tesouro meio másculo e quase imortal, mas mortal nas desconformidades. Diante dos meus olhos, Corsino Fortes indagou se o caminho para o Tarrafal era por ali. 

A motorista confirmou, e eu jurei que queria terminar a viagem, e ninguém mais iria para o Tarrafal, pois a chuvara já estava repleta de poetas mortos trazidos na algibeira do Corsino. 

Contudo, uma senhora chamou minha atenção, Antônia Pusitch, que se afastou, e Neida Nelly me fez recordar dos tempos em que escrevíamos poemas na casa de minha mãe. Então, diante disso, e do ambiente tão terrível e perigoso com aquelas pessoas, só poderia ser um prelúdio para uma festa a lá grandiosa graciosa. 

Chegamos ao hotel Tarrafal, e à nossa espera estavam Hemingway e Mário Lúcio, enquanto José Luiz debatia com Nbokolo e mostrava-se impaciente com a demora e o com o meu ciúmes de poeta. Um foguete no céu causou espanto e champanhe para todos.


Tarrafal é uma festa 

Dia 3

Não era nossa intenção adentrar; a porta estava sobrecarregada pelo passado. Os mortos legítimos, recém-chegados ao Hotel Santo Amaro, inquiriram sobre o santo, sem o desejo de serem redimidos de seus pecados, embora já tivessem saboreado a mortalidade. 

A Senhora Semedo foi para o sítio do nunca e eu fiquei arrumado no sofá da sala grande ao lado do machadão. Eu, alheio à bebida servida em pequenos copos, assisti enquanto García Márquez, com sua presença sutil, convocava Mário Mendes para um debate sobre as semelhanças em suas narrativas. Ele se pôs a escutar o mestre.

Sabias que, ao iniciar ‘Cem Anos de Solidão’, minha esposa não me chamava para comer? Deixava o prato cheio e depois o substituía. E tu, ao escrever ‘O Novíssimo Testamento’, qual foi tua rotina?

Mestre, segundo o ‘Livro dos Mortos’, não tive esposa naquela era, mas comia, e muito com rotina, se me entende.

Enquanto a festa prosseguia, Zelda, acompanhada por seu esposo Fitzgerald, indagou sobre o nome da celebração, demandando uma máscara.

Sextou, meu amor, sextou! - respondeu Eneida Nelly do fundo, com uma mão repousando no balcão. Zelda, ao reconhecer a amiga, clamou por seu nome.

-Minha querida, não faças isso. É por isso que Zé Luiz está irritado, sentado ao lado de Biccatio e Dalí, procurando…

-Elefantes - ela completou a frase do marido, e foi ao encontro de Nelly. Brindaram com chimchim e beberam shots. Caipirinha, blubery, cavalo branco, pontche que a Zelda achou demasiado doce, então fortaleceram com o grogue. 

Neruda, exilado na Itália naquela época, perguntou a Zé Luiz Tavares sobre aquela bebida tão forte e calorosa.

-Isso é grogue, fudido e forte, a bebida mais viril da nação, queima mais que todos os homens comuns.

Enquanto as conversas entre poetas e escritores se desenrolavam, as bebidas eram trocadas no ritmo em que as roupas brancas adquiriam a cor do fumo do cigarro. As moças dançavam em grupo, coordenadas por Scarlett à frente e Atwood atrás, e no meio, N. Magalhães com olhos de Loba, com suas pernas robustas e alvas incitando Monteiro Lobato a loucura, saltava, enquanto a Senhora M. Fontes apenas observava e anotava em seu bloco. A última frase proferida foi:

-Realmente, Tarrafal é uma festa.


Tarrafal é uma Festa 

- Dia 4

No crepúsculo quase da noite, as gentes retardatários da festa no Hotel Santo Amaro descobriram, para seu espanto, que a festa ainda não se desenhava o seu fim no horizonte. 

Mário Mendes, compelido a abandonar a celebração quando os rapazes da Tulipa Negra e os tubarões se agruparam, deixou Dina Salústio, que ascendeu de salto alto até o último andar, a lamentar a ausência de cavalheirismo dos Tarrafalenses. Tchale Tavares, num diálogo entre crioulo e russo, proclamou que no norte, a gentileza é um debate de menor importância naquelas horas.

O céu iluminou-se com foguetes em honra ao aniversário de Yolanda Marasso, que, entre francesinhas e suco de luz, solicitava Chalala dos irmãos Lumiere para a digestão. 

Nesse caos, uma fanfarra desatou melodias enferrujadas, resquícios de uma era quase esquecida dos que já foram, para surpresa dos presentes. 

Daquela penumbra e música recém lançada emergiram as figuras de Ildo Lobo, Frank Sinatra, Kaká Barbosa e Mário Fonseca, todos envoltos em francês. 

O ambiente, já rico, tornou-se um palco onde todos os artistas deveriam prestar homenagem a José Luiz Tavares. Kaká deteve-se, contemplando o espaço e a multidão, até encontrar José, que, com uma careta e um sorriso dentado, antecipava o confronto.

A lua, que parecia abraçar a todos, não era o astro, mas a letra, o próprio mundo, o autor. Então, uma voz desgastada chamou:

— Princezito, órfão mínimo de Cristo, venha.

A música fluiu, e a letra "Ora ki min bai Nha terra" tocou os corações, exceto os de Hemingway e Fitzgerald, que lamentavam a falta de reconhecimento mútuo entre escritores e artistas, pois o ciúme é o combustível para o próximo nível.

A tensão entre os dois poetas era palpável, amarga. José foi interpelado por Eats, que, atrasado pelo trânsito interestelar, confessou:

— Só compareci pela presença de José Luís, que me permite um diálogo poético e a loucura, sempre à beira do grogue fedi, capaz de ceifar a vida de um poeta.

As damas entoavam canções e recusavam-se a dançar com os poetas e escritores embriagados. Jorge Barbosa, resignado, instigava os jovens:

— Toma um kusa na minha conta, nhos kumi agu.

Bocage e Mário de Andrade, entre goles, criticavam a própria festa. Hemingway sugeriu:

— Se desejarem, sigam Mário Sousa Mendes; ele tem outro grupo que vai beber no Spedju, e Mário vai ao Kanbado, onde a poesia é matéria-prima.

— Tem grogue fedi?

— Caríssimo, até a morte lá se encontra!

— Caríssimo, nem a morte vence o poeta.

Naquele instante, Zelda decidiu unir-se a nós, deixando Fitzgerald sozinho e contrariado:

— Você não é como Mário Mendes, você é estático; vou com ele, e o príncipe vem comigo.

— Está bem, não posso te impedir, mas com o príncipe, não irás.

— Eu vou!

Ela avançou, ultrapassando Kaká Barbosa, Dina Salústio, Marrazzo, Natacha e desceu, levando consigo o Princezito. Fitzgerald, descontente, murmurou:

— A presença da minha esposa com aquele cabo-verdiano desagrada-me.

— Ela ainda te matará; rivaliza contigo. Tens um grande talento, como Mário, mas esta mulher fará com que o percas.

— Vou procurar Zelda, obrigado pelos conselhos, Hemingway.

A festa prosseguiu, assegurou Neida Nelly. Ildo Lobo transformou o bar em palco, entoando "Nha gente és li né vida", e os ouvintes respondiam "Nha gente és li ki é lida". Novos foguetes explodiram, e o cozinheiro Braz convidou todos para degustar uma sopa de pedra no andar inferior, ao que todos aceitaram.

A festa esgotou o estoque de bebidas várias vezes, mas Dina desaprovou:

— Dina, é o teu salto alto de certeza que ti incomoda?

Kaká e José indagaram em uníssono:

— Já te disse pessoalmente, já te escrevi nos jornais, ainda me provocas?

— Se és salva-vidas, eu sou o mar, na maré, sou monte graciosa na tua terra, não?

Kaká retorquiu.

Por fim, Simone Caputo, recém-chegada à festa, apaziguou o ambiente:

— Releve, Kaká, releve José Luiz.

As jovens reuniram-se e abraçaram Caputo, proclamando em coro:

— Isso é que é sextar.


𝐓𝐚𝐫𝐫𝐚𝐟𝐚𝐥 𝐞́ 𝐮𝐦𝐚 𝐟𝐞𝐬𝐭𝐚 

𝐃𝐢𝐚 𝟓

O que parecia inexplicável, aos poucos, passou a ser aceito como possível naquela festa: um telefone de mesa do século XIX que tocava como a fanfarra de Luís Morais. Era uma peça insólita, destoando do ambiente, evocando eras passadas e suscitando um misto de curiosidade e perplexidade entre os convidados. 

A situação foi rapidamente controlada, mas o verdadeiro enigma residia em quem atenderia o misterioso telefone. A recém-chegada Simone Caputo fez sinal para Dina Salústio atender, selando assim o destino daquela noite memorável.

O toque do telefone na sala de festas era estranho, provavelmente estava tocando há muito tempo. Com a dispersão das pessoas para a mesa de sopa de pedra e a redução do barulho, começaram a ouvir o som antigo e esquecido de uma máquina. Inclusive, García Márquez comentou ao tocar no ombro do Carlos de Sousa Mendes que preparava para sair com a Zelda. 

― Essa máquina, em Macondo, eles não sabiam o nome de tão antigo, para saberem dela, tinham que apontar o dedo para entender o que as pessoas diziam. É muito antiga.

Era o primeiro telefone inventado por Bell, trazido a Santo Amaro. Algumas pessoas até afirmaram que foi através dele que conseguiram estabelecer contato com o Papa Pio II para localizar Santo Amaro, perdido em Fidja da Sintxu.


Continuaram comentando sobre a repentina e velha barulheira da máquina, então decidiram quem iria atender. Natacha apontou para Dina Salustio, seguida por José Luís, Kaká e até Hemingway, que concordou com seus devaneios. Caputo, relutante, foi escolhida para atender, pois, havia acabado de chegar e nem uma gota de champanhe tinha bebido. Ela tentou recusar, mas quanto mais negava, mas o telefone tocava uma melodia antiga e conhecida. 

Simone lembrou-se de que havia trabalhado com aquela época e o som e familiar.

― La Belle Époque na França, uhalala, bien sûr que tu suites ― brincou, falando francês humoradamente. A piada encantou a sala, e finalmente ela atendeu.

A pessoa do outro lado começou a falar em italiano, mas logo percebeu que ela falava português.

—Buonasera, scusi signora. Questa è la festa del venerdì, vero? 

— Sì, signore!

Simone reconheceu a voz e fez sinal para as meninas, que pularam de alegria e admiração. No entanto, José Luís não gostou da reação delas.

― Minha senhora, estou procurando uma pessoa chamada William de Baskerville. Conhece?

― Quem? Aqui não tem nenhum William de Baskerville!

― Bem, de qualquer modo, estou a caminho. Estou perto de Mbarek Ould Beyrouk, na Mauritânia.

― Sério? 

Perguntou Simone, e ele continuou.

― Ele me levou ao mercado das mulheres divorciadas.

― E depois? 

Questionou Simone, enquanto todas as moças prestavam atenção às palavras do homem, admiradas.

― Mbarek Ould Beyrouk é um autor mauritano muito conhecido. Ele explicou por que a Mauritânia é chamada de país dos mil poetas e não Tarrafal, a terra da cultura ao nivel de possuir mil poetas. Lá você encontra poesia em cada canto e poetas a cada meio metro. Eles vivem, comem e saboreiam a poesia.

― Saboreiam o quê? ― Perguntou Dina.

― Ele quer dizer a coragem que um poeta tem ― respondeu Kaká e José Luís Tavares novamente.

― Não, não, não, deixem de ser impertinentes interveio Vera Duarte.

― Só faltava você, Vera. Só faltava você ― afirmou José Luís.

― Estamos num trem transiberiano em direção a Tarrafal, o maior trem do mundo, que fica na África, senhora Simone.

― Sabia, sim.

― Você parece com as mulheres daquele mercado não no ato dito antes delas, Simone.

― O quê? Respeite-me, italiano. Respeite-me. ― Ela tentou desligar o telefone, sentindo-se desrespeitada, mas ouviu uma voz profunda dizendo:

― São mulheres extremamente fortes. E então o telefone desligou.

― Ele dá muitas voltas. Quando li "O Nome da Rosa", pensei que ele fosse esse homem.

― Agora me lembro de William de Baskerville, o personagem principal daquela obra, o detetive que realiza investigações devastadoras, disse a Andreia Sousa. Sempre levantando o dedo.

― Mas eu não o vi. Estou na festa desde de manhã e não o vi, responde o José.

― Estou aqui, estou aqui!

Alguém do outro lado do telefone pediu ajuda e, com um poema declamado por Evelise Soares, ele apareceu: branco, loiro e com vestes de frade, abraçado a Hermenio Vieira, afirmou:

― Dante e Germano ficaram trancados na fanfarra de Luís Morais, procurando o melhor ponto nove para o próximo Natal. Aquele homem comprido aproveitou a festa para viajar no tempo e buscar seu primeiro conto, que jogou no lixo após receber uma negativa.

― Burrice ― entre os dentes, José Luís murmurou sentado em sua cadeira de balanço.

― Sempre cheio de humor ferino, não é, José? disse Hermenio.

As meninas se retiraram para a mesa de sopa de pedra, e Margarida Fontes e Andria se aproximaram em silêncio, observando os rapazes. A Fontes Sentou-se ao lado de Salústio e, devagar, acariciou seu pé. Salústio, por sua vez, acariciou o rosto de Fontes e disse:

― Você sabe, nunca mais virei a uma festa das sextas onde há escritores e poetas.

― Releve, Salústio, releve ― aconselharam os dois poetas, que novamente se entreolharam ferozmente.

Dina Salústio, com seu olhar profundo, contemplava a efervescência ao redor, e num sussurro poético, lembrou-se das palavras que ressoavam no ar:

― A magia das palavras é eterna, e através delas, viajamos e nos encontramos, mesmo que separados pelo tempo.

E ao som da fanfarra de Luís Morais, a festa continuou, reverberando memórias e sonhos, na eterna celebração da vida e da poesia no mesmo memento chegaram as minhas amigas com algum caipirinhas a mais, Aleida só sorriu.

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Dexam Sabi Cabo Verde: Tarrafal, é uma festa!
Tarrafal, é uma festa!
A chuvara é bela gente, e a motorista é sorridente quando a sorte precede a felicidade, motivo de riso.
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