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A Jornada de Gruzi Gruzi - por Mario Loff

É fácil sonhar quando se percebe que a normalidade é um ato simples, mas difícil de encarar e compreender.

  A Jornada de Gruzi Gruzi - por Mario Loff

Experiências vividas ao longo destes trinta anos, posso afirmar sem hesitação que é o homem quem molda o outro, conforme as circunstâncias. Na minha condição, desde que aprendi a sentir as pessoas, a respirar, caminhar, tocar e falar para viver das suas convicções e privações, percebi que o que nos impulsiona é o medo da perda e a esperança de acertar no momento seguinte. Na minha trajetória, só me faltou matar para compreender como é fácil encerrar um assunto; o ser humano, afinal, não passa de um caso encerrado. Entre os homens que cruzaram o meu caminho, um marcou-me profundamente, talvez para toda a vida. O senhor Faustino. Desde os meus dez anos, por preocupação da minha mãe e dos familiares, vi na minha condição várias formas de conhecer as pessoas e falar das suas experiências em conviver com um deficiente de nascença e silencioso por escolha.

Que sentido tem uma casa sem as senhoras que, competindo com os médicos, apresentam receitas de remédios caseiros para tantas situações complicadas? Muitas vezes, conseguem curar cicatrizes profundas e escoriações. Mas para mim, o maior desafio dessas senhoras era criar um remédio para me fazer abandonar o silêncio. São preocupações normais para quem saiu do fundo da terra, viu a guerra atravessar-lhe a vida, onde as armas são a falta de alimentos, e o ar que se respira é a audição no estômago vazio, respondendo com uma turbulência representada num arroto descompassado. Quem é da terra esforçou-se muito para lembrar que o uso das ervas e a magia das rochas sempre foram aliados dos cabo-verdianos, quando a ciência ainda não era uma ferramenta eficaz para salvar vidas. Por isso, lembramos das nossas raízes africanas nas costelas, na cabeça e no fundo da alma. As minhas tias não dominam a língua portuguesa, mas sabem muito bem os nomes das ervas para a cura e para garantir o orgulho de um homem.

As tias são constituídas por parteiras, rezadeiras, lavadeiras de cadáveres, criadoras de burros, pastoras de gatos e uma executiva que coordenava as viagens dos pombos entre as ilhas. Os barbeiros da cidade enviavam os pombos em apertadas competições, e o pombo que chegasse primeiro com a mensagem era capturado e guardado pela executiva. A cada trinta dias, ela, bem arranjada, entregava as mensagens trazidas pelos pombos na travessia do oceano até terra firme. Chegando à capital, dirigia-se à barbearia mais antiga, realizava os atos de contabilidade e dividia o dinheiro dos primeiros classificados. Nas suas saídas mensais, era descoberta por nós através da reserva do vestido e blazer azul escuro.

— A tia vai à Praia esta semana.

Os meninos e rapazes passavam dias na expectativa do que ela iria trazer na algibeira. Para mim, bastava ouvir as novidades da cidade, as pessoas, as coisas novas que chegavam, o que mais usavam no momento. Para a satisfação da família, ela trazia sempre algo para todos. Sempre desejei ir até lá para conhecer, contudo, quem mais beneficiava por ser deficiente era eu.

Dos conselhos frequentes e médicos para resolver o meu silêncio, elas sempre lembravam do psicólogo. Recomendaram à minha mãe que procurasse o Faustino. Não foram apenas palavras ao vento para ela. Provavelmente, uma delas ousou ir até ao homem. Depois de muito tempo, comecei a desejar mudar de postura, quis falar e sair para conviver e conhecer. Vinte anos depois, tive a oportunidade de contar ao Faustino sobre o debate e os conselhos sobre o seu nome para acabar com o meu silêncio.

Das conversas que tivemos nos últimos vinte anos, fiquei a saber que outros familiares meus o procuraram. A insistência fez com que ele marcasse o meu caso como especial. Fiz parte da sua agenda, mais por curiosidade do nome que ele nunca tinha ouvido. Ele afirmou, à minha frente, exatamente como repetiu o meu nome quando o ouviu pela primeira vez.

—Gruzi Gruzi.

Ao repetir o meu nome, imagino o que a minha mãe poderia ter dito quando o meu avô o registrou, apenas para mostrar que conhecia a Bíblia e todos os nomes dos descendentes de Abraão. Mas "Gruzi Gruzi" foi usado apenas na intimidade do bairro e da nossa casa, e rapidamente o meu verdadeiro nome, Nahoor, desapareceu. É tradição nas famílias do interior deixar os anciãos escolherem os nomes dos filhos. Conformei-me com o "Gruzi Gruzi".

Nunca compreendi o motivo de me terem dado um nome sem igual ou sem significado nos compêndios do mundo. Contudo, pela necessidade de manter uma personalidade e uma certa identidade individual, tive de lhe dar um significado imediatamente quando saí do interior para a cidade, há menos de quatro anos. É bem mais fácil para um homem do interior apaixonar-se e amar de verdade do que para o homem da cidade, que já nasce esgotado da sua própria urbe. Tive de abandonar essa ideia quando fui rejeitado pela única mulher que amei e amarei pela vida inteira. No entanto, a minha condição é um espelho que reflete as frustrações e falhas das pessoas.

Não que o meu conselheiro, o velho Faustino, não me tivesse avisado. Tornámo-nos amigos logo no primeiro ano em que cheguei à cidade. Agora, menos. Contudo, tenho imensa gratidão. Não apenas por ele me ter levado nas tardes de sexta-feira ao Café Sofia para degustar um café ou para me declamar na presença dos poetas, mas também por me ter levado ao outono, quando o som das ondas da Praia da Gamboa bate nas rochas e chega um pouco mais à frente, fazendo parecer que as mudanças climáticas são um assunto mais sério do que os frequentes debates políticos da cidade.

Nunca esquecerei dele ao fazer com que as palmas das minhas mãos sentissem o bronze da estátua do homem grande, ao sentir o sal que corre nas ruas do Platô no outono, ou o pouco fogo no meu nariz nos meses de dezembro quando se confronta com a bruma seca que ativa a minha sinusite. É um homem de cuidados e tudo o que ouvi dele se confirmou. Acho que se tornou perigoso enquanto envelhece. No tempo em que vivemos, tornam-se um perigo aqueles que escrevem, falam e realizam. Não ser covarde hoje é ser perigoso para os covardes, e muitas vezes os covardes têm e nascem com poder, só não sabem que é facil fazer dela um gigante sorrir diante de uma formiga que anda de barriga no chão. Ele não era apenas um homem, era um grande homem. Um homem que procura desafogar a cidade não é qualquer homem. Não que para ele isso seja uma lembrança para que o Estado lhe ofereça uma distinção; percebi que ele não é apegado a condecorações. Se fosse, teria sido abençoado com a maior das promoções da vida. Quando lhe pergunto sobre este assunto, ele remete-se às suas calhandras que assobiam no quintal.

—Veja, elas respondem aos assobios dos homens que faltam ter passarinhos nos braços.

Ele sempre levantava a luneta quando queria responder algo com seriedade.

—Nunca dei importância aos filhos, as ocupações que tive na vida afastaram-me dessa missão.

—Para si, qual foi o maior cargo que já teve?

Caiu um silêncio na sala. Ele retirou a luneta, pousou-a sobre a mesa e limpou os olhos. Não afirmo categoricamente que ele se pôs a pensar demoradamente apenas nesta resposta, mas a pergunta fez-lhe regressar ao início da vida profissional, talvez até estabelecer prioridades.

—O maior cargo que tive na vida, talvez foi não ter apego ao cargo. Isso deixou-me livre.

—Então ser um homem livre é o maior cargo da vida?

—Para mim, sim. Quem ocupa um cargo com apego pensa que é dele para sempre. Ser livre é que deveria ser um apego, mas é complicado ser livre num país que te consome tanto na fome quanto na fartura.

—E tu, Gruzi Gruzi, qual seria o cargo que um dia desejarias ter?

—Um cargo que desejo ter?

—Sim, um cargo!

A pergunta do Faustino fez-me pensar nela novamente. Desejo, de verdade, fazer dos meus braços as asas da calhandra e das músicas o canto do amor. É fácil sonhar quando se percebe que a normalidade é um ato simples, mas difícil de encarar e compreender.

—O maior cargo que acredito receber na vida é ser pai. Esse cargo é para sempre.

—O que te impede de ter um filho?

—Ter uma mulher.

—Acho que não é difícil um homem como tu ter uma mulher.

—Isso dizes tu, meu amigo.

—O que te falta, então?

—Talvez, voltar a ser como eu era antes, ou…

—Ou…

—Ser rico, pedir a Deus para me dar a aparência de um homem ideal.

—O que é ser um homem ideal para ti?

—Primeiro, é importante dizer que é importante não nascer cego. Como sabes, vivi os meus vinte e cinco anos na escuridão. Durante esses anos de cegueira, as pessoas aproximavam-se de mim, conversavam comigo, e sempre perguntavam por mim. As ajudas do governo eram destinadas a mim; eu era o único na minha rua com uma boa pensão, apesar de haver idosos que a mereciam mais. As moças, quando passavam, chamavam-me, o que irritava o meu irmão mais velho. Em tudo isso, nunca desejei que as coisas acontecessem daquela maneira. Preferia que tudo fosse para o meu irmão: as atenções, as ajudas, os telefonemas surpresa de estrangeiros, dos meus amigos e ex-colegas de escola que emigraram para a América e me enviavam sapatos e roupas. Na verdade, não queria nada disso.

—Então, o que te fez parar aqui na cidade e no meu consultório?

Queria tanto ver, queria muito ver-me como sou, perceber por que as pessoas gostavam de mim. Era o meu desejo. Quando a minha mãe fazia orações no quarto ao lado, eu pensava nessas orações e pedia profundamente que uma luz aparecesse e eu voltasse a ver.

—Então tens de agradecer aos americanos que te operaram e te devolveram a visão.

—Não, eles operaram-me, mas era suposto eu voltar a ver nos primeiros dias. Esperei dias e meses, mas não voltei a ver. Até que um dia, lembrei-me das orações da minha mãe e pedi, com muita raiva e ódio, para ver como as pessoas normais, mas nada. Nos finais de semana, o meu irmão vinha ver-me e ajudar a limpar e arrumar o quarto.

—E depois, o que aconteceu?

Ele sempre vinha ao sábado. Naquela semana, chegou na sexta-feira. Em silêncio, cumpriu a sua obrigação. O quarto encheu-se de uma certa energia estranha, e todo o meu corpo começou a tremer, por dentro e por fora. Chamei por ele: "Nana, Nana". Ele só se despediu, e senti a porta bater.

—Então, o que aconteceu mais? Que estranho momento.

—No dia seguinte, um sábado, chegou o meu irmão, e pela primeira vez, vi-o. Observei-o demoradamente. Nunca imaginei a sensação de ver uma pessoa com quem convivi a vida inteira sem conhecer o seu rosto. Era a sensação de saber que tens um irmão, diferente daquela que tens ao nascer, quando, aos poucos, vais descobrindo que cada pessoa da casa é um parente teu. Repeti para mim mesmo: "Eu tenho um irmão, eu tenho um irmão lindo.

—Mas, independentemente de ser lindo ou não, ele é teu irmão.

—Caro amigo Faustino, quantas vezes não damos graças a Deus por termos um irmão que gosta de nós? De qualquer modo, depois de ter a completa certeza de que estava a ver, preparei-me para me ver a mim mesmo num espelho.

—O que achaste de ti?

Fiquei contente, muito contente com a minha existência.

—Só isso?

—Hoje preferia não me ver, preferia não voltar a ver!

—Desejas isso?

—Desejo. Não é fácil chegar a essa condição de desejar ter novamente a condição de cego!

O crepúsculo que se formava na rua iluminava o interior da casa, e o silêncio do Faustino invadia o consultório. Ele começou a escrever num receituário e entregou-mo com a indicação de tomar aqueles medicamentos durante uma semana. Contudo, o problema era outro.

—Caro amigo Faustino, o meu problema é outro. Não é falta de inteligência, afetos, atenção, perseverança ou desejo de viver. Acho que não percebeste que os médicos americanos não me devolveram a visão.

—Então diz-me, quem te devolveu a visão?

—Acho que quem me devolveu a visão não é Deus nem um homem normal. Da forma como pedi a minha visão, tinha de ser um ser maligno.

—Assustas-me, Gruzi Gruzi.

—Sinto isso, Fausto. Senti algo extraordinário em viver, em gritar e em cometer o pecado, mas também me falta algo para ser um homem completo. Por isso, desejaria ser o meu irmão.

—Então, quem te deu a visão?

Mais uma vez perguntou o Fausto, com cuidado e preocupação.

—Acho que é quem estás a pensar.

O Fausto abriu o lunário perpétuo e apontou o dedo.

—Sim, acho que é ele mesmo. Só me falta fazer o pacto com ele e saber por que me deu a visão.

O Fausto esticou-se na sua cadeira e observou a sombra de Gruzi Gruzi a atravessar a porta. Naquela noite, as luzes pareciam mais claras e os insetos voavam com um certo som, após o pouso das calhandras nas suas gaiolas.

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Dexam Sabi Cabo Verde: A Jornada de Gruzi Gruzi - por Mario Loff
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