O desastre resultou em 16 mortos confirmados
Lisboa em Luto: Descarrilamento do Elevador da Glória Deixa 16 Mortos e 21 Feridos
Lisboa viveu na tarde de 3 de setembro de 2025 uma das maiores tragédias da sua história recente. O Elevador da Glória, um dos símbolos turísticos da capital portuguesa, descarrilou por volta das 18h05, na descida em direção aos Restauradores, e colidiu violentamente com um edifício na Calçada da Glória.
O desastre resultou em 16 mortos confirmados — quinze no local e dois que não resistiram aos ferimentos já em unidades hospitalares — e 21 feridos, alguns em estado grave. Entre os sobreviventes há vítimas de várias nacionalidades, o que reflete o caráter turístico do histórico funicular.
As vítimas da tragédia
Segundo informações oficiais, todas as vítimas mortais são adultos, incluindo sete homens e oito mulheres.
A primeira identidade confirmada é a do guarda-freio André Marques, funcionário da Carris que operava o veículo no momento do acidente.
Nacionalidades dos feridos (dados atualizados)
Segundo fontes oficiais, entre os 21 feridos encontram-se:
4 portugueses
2 espanhóis (já receberam alta hospitalar)
1 cabo-verdiano
1 sul-coreano
1 canadiano
1 italiano
1 francês
1 suíço
1 marroquino
4 de nacionalidades ainda não divulgadas
O que causou o acidente?
Embora a investigação oficial ainda esteja em andamento, tudo indica que houve uma falha mecânica: um cabo de segurança que se soltou, comprometendo os freios e deixando o funicular descontrolado na descida íngreme.
O GPIAAF (Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Ferroviários) já iniciou diligências, em articulação com o Ministério Público, para determinar responsabilidades. Técnicos recolheram provas no local desde a madrugada seguinte ao acidente.
Reação das autoridades
O impacto da tragédia mobilizou imediatamente o país:
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, expressaram pesar e solidariedade às famílias das vítimas.
A Câmara Municipal de Lisboa decretou três dias de luto municipal.
O Governo declarou um dia de luto nacional, observado em 4 de setembro.
A Comissão Europeia e vários líderes internacionais também enviaram condolências a Portugal.
Suspensão preventiva dos elevadores
A empresa Carris anunciou a suspensão imediata do funcionamento não apenas do Elevador da Glória, mas também dos restantes funiculares e ascensores sob sua gestão — Bica, Lavra, Graça e Santa Justa — até à conclusão de inspeções técnicas rigorosas.
Lisboa em choque
Mais do que um meio de transporte, o Elevador da Glória, inaugurado em 1885 e classificado como Monumento Nacional desde 2002, é um ícone cultural e turístico de Lisboa. Transportava milhões de pessoas por ano, ligando a Praça dos Restauradores ao Miradouro de São Pedro de Alcântara.
Agora, o que era símbolo de identidade e encanto tornou-se palco de luto e memória. A cidade acordou em silêncio, com velas e flores espalhadas ao longo da Calçada da Glória, onde muitos prestaram homenagens às vítimas.
Em memória
Lisboa chora os 16 mortos desta tragédia e mantém esperança na recuperação dos feridos. A prioridade das autoridades é dar apoio às famílias, assegurar a investigação e evitar que um desastre desta dimensão volte a repetir-se.

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