Caso de violência doméstica entre humoristas gera debate na diáspora cabo-verdiana
Um caso grave envolvendo violência doméstica, abuso psicológico, difamação pública e exposição de uma criança a episódios de agressão veio a público nos últimos dias, envolvendo dois humoristas cabo-verdianos residentes nos Estados Unidos. A denúncia, que ganhou ampla repercussão nas redes sociais e junto da diáspora cabo-verdiana, reacende o debate sobre violência em relações íntimas e a responsabilidade de figuras públicas.
A humorista Jess Andrade acusa o ex-companheiro, Dany Vee, de agressões físicas reiteradas, insultos constantes e manipulação emocional ao longo da relação. Segundo o seu testemunho, durante meses o alegado agressor terá procurado desacreditá-la publicamente, acusando-a de traição, colocando em causa a sua sanidade mental e promovendo uma narrativa destinada a fragilizar a sua imagem e credibilidade.
De acordo com o relato divulgado, os episódios de violência não teriam sido isolados. A humorista afirma ter sido estrangulada em várias ocasiões e submetida a um padrão contínuo de abuso verbal, físico e psicológico, incluindo humilhações, controlo emocional e intimidação. Áudios gravados pela própria vítima, que passaram a circular nas redes sociais, indicam que parte dessas agressões terá ocorrido na presença de uma criança, o que agrava significativamente a gravidade do caso do ponto de vista legal, social e da proteção infantil.Nos registos áudio é possível ouvir confrontos verbais, referências diretas a agressões físicas e confissões relacionadas com traições. A divulgação do material ocorreu após, segundo a vítima, o ex-companheiro continuar a fazer declarações públicas que distorcem os acontecimentos e atentam contra o seu bom nome.
No seu depoimento, Jess Andrade reconhece que, num dos episódios, se deslocou à residência do ex-companheiro num estado de forte perturbação emocional e que o tom da discussão não foi adequado. No entanto, sublinha que esse reconhecimento não justifica nem relativiza qualquer forma de violência, reforçando que nenhuma circunstância legitima agressões físicas ou psicológicas.
O caso tem gerado forte reação nas redes sociais, levantando reflexões sobre como a violência pode permanecer invisível por trás de personagens públicas, enquanto as suas consequências são reais, profundas e coletivas, afetando vítimas diretas, crianças e toda a comunidade. - fonte:revistafama
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