Wilsa Gomes é hoje uma judoca em ascensão na arena internacional onde
Entrevista com a judoca Wilsa Gomes, 18 anos, atleta de Cabo Verde e do Sporting Clube de Portugal
Relativamente desconhecida em Cabo Verde de onde partiu muito cedo para Portugal, Wilsa Gomes é hoje uma judoca em ascensão na arena internacional onde, como atleta do Sporting Clube de Portugal, é presença assídua em competições internacionais e já ganhou algumas medalhas.
Neste momento, Wilsa encontra-se em Berlim, na Alemanha, onde participa de mais uma taça europeia da modalidade, depois de ter recentemente ganho uma medalha de bronze por Cabo Verde, seu país natal, no Campeonato Africano de Judo em Juniores, categoria -57 kgs. Nesta entrevista exclusiva ao facebook da DGD, a campeã cabo-verdiana fala um pouco da sua carreira, as aspirações olímpicas e confessa o sonho de abrir uma escola de judo nas Ilhas.
1. Acabas de vencer a medalha de bronze num campeonato africano de judo. Qual é a sensação?
R: A sensação é sempre boa quando chegamos ao pódio.
2. Qual era o teu estado de espírito ao entrar nessa competição? Acreditavas que podias chegar tão longe ou foi uma surpresa para ti?
R: O meu espirito era que "trabalhei muito para chegar e se eu consegui aqui chegar é porque sou capaz". Acreditava que podia chegar ainda mais longe do que isso; mas nem sempre as coisas nos correm bem.
3. Quais foram as principais dificuldades neste importante campeonato ?
R: Não é a segunda vez, a primeira vez que entrei foi no campeonato africano de seniores e fiquei em 7º lugar.
4 Quais os teus objetivos para o futuro no judo? Estarão as olimpíadas de 2020 no teu horizonte?
R: Os meus objetivos para o futuro é abrir uma escola de judo em cabo verde na ilha de santiago onde eu nasci, e claro que as olimpíadas de 2020 está no meu horizonte. Alias penso que está no horizonte de todos os que levam o judo a sério.
5 Para nós aqui nas Ilhas que não conhecemos muito de ti, esta não será a tua primeira medalha internacional, ou é? Já de agora como tem sido a tua carreira até agora, quando e como é que iniciaste no Judo e a tua primeira competição internacional?
R: Não, não é a minha primeira medalha internacional. No dia 21 de junho de 2016 conquistei a minha primeira medalha internacional em Espanha (Corunha) perdendo na final contra Ariel atleta do Israel. Ou seja medalha de prata.
Minha carreira até agora não podia ser melhor praticando em provas internacionais representando o meu pais, com apoio dos meus familiares, amigos, principalmente de Pedro Soares, o meu treinador.
Não sabia o que era o judo, na escola havia um programa escolar para os alunos e eu como gosto de fazer desporto inscrevi-me, ate o dia em que fui ao sporting treinar que foi onde comecei e nem quero sair. Iá mesmo só para brincar ate perceber que estou a gostar daquilo ai parei e pensei. Será que é isto que eu quero? Acabei por chegar a conclusão que sim...
Minha primeira competição internacional foi numa Taça de Europa em Coimbra, Portugal, e como era minha primeira prova internacional nervosismo não faltava ali. Acabei perdendo meu primeiro combate.
6 Quando e como entraste para o Sporting e que diferença isso tem feito na tua carreira desportiva?
R: Entrei no sporting já crescidinha tinha 10 anos quando entrei, foi através da escola, faz muita diferença porque além do sporting se preocupar muito com os seus atletas, eles nunca deixaram de acreditar em mim mesmo não sendo portuguesa, tem um efeito muito positivo na minha carreira.
7 Nasceste em Cabo Verde então?
R: Nasci em Cabo Verde, mas vim para Portugal muito nova.
8. Qual é o apoio que o Estado de Cabo Verde tem dado para que possas seguir representando a nossa bandeira e como vês a evolução do judo no nosso país?
R: O estado tem-me apoiado muito e isso não posso negar. Porque só o facto de eles aceitarem inscrever-me nas provas e pagarem -me algumas provas já é o suficiente. Nunca fiz judo em cabo verde fiz sempre no sporting, daí que não conheço muito da realidade lá em relação à modalidade.
9. Quais e/ou quem são as tuas referencias no Judo e quem 3/ou o que é que te motiva a seguir em frente nesta modalidade?
R: O meu treinador sem dúvidas Pedro Soares, Taciana Lima que é um excelente exemplo para mim e os meu pais.
10. Por último uma palavra de encorajamento àqueles que, em Cabo Verde, queiram seguir ou estejam a ingressar no judo?
R: Não desistam do vosso sonho, lutem sempre pelo vosso objetivo, mesmo que possam passar muitas dificuldades, porque na vida como dizem nada é facil, mas com o trabalho chegamos sempre lá e somos sempre recompensados.
fonte:DGD
Relativamente desconhecida em Cabo Verde de onde partiu muito cedo para Portugal, Wilsa Gomes é hoje uma judoca em ascensão na arena internacional onde, como atleta do Sporting Clube de Portugal, é presença assídua em competições internacionais e já ganhou algumas medalhas.
Neste momento, Wilsa encontra-se em Berlim, na Alemanha, onde participa de mais uma taça europeia da modalidade, depois de ter recentemente ganho uma medalha de bronze por Cabo Verde, seu país natal, no Campeonato Africano de Judo em Juniores, categoria -57 kgs. Nesta entrevista exclusiva ao facebook da DGD, a campeã cabo-verdiana fala um pouco da sua carreira, as aspirações olímpicas e confessa o sonho de abrir uma escola de judo nas Ilhas.
1. Acabas de vencer a medalha de bronze num campeonato africano de judo. Qual é a sensação?
R: A sensação é sempre boa quando chegamos ao pódio.
2. Qual era o teu estado de espírito ao entrar nessa competição? Acreditavas que podias chegar tão longe ou foi uma surpresa para ti?
R: O meu espirito era que "trabalhei muito para chegar e se eu consegui aqui chegar é porque sou capaz". Acreditava que podia chegar ainda mais longe do que isso; mas nem sempre as coisas nos correm bem.
3. Quais foram as principais dificuldades neste importante campeonato ?
R: Não é a segunda vez, a primeira vez que entrei foi no campeonato africano de seniores e fiquei em 7º lugar.
4 Quais os teus objetivos para o futuro no judo? Estarão as olimpíadas de 2020 no teu horizonte?
R: Os meus objetivos para o futuro é abrir uma escola de judo em cabo verde na ilha de santiago onde eu nasci, e claro que as olimpíadas de 2020 está no meu horizonte. Alias penso que está no horizonte de todos os que levam o judo a sério.
5 Para nós aqui nas Ilhas que não conhecemos muito de ti, esta não será a tua primeira medalha internacional, ou é? Já de agora como tem sido a tua carreira até agora, quando e como é que iniciaste no Judo e a tua primeira competição internacional?
R: Não, não é a minha primeira medalha internacional. No dia 21 de junho de 2016 conquistei a minha primeira medalha internacional em Espanha (Corunha) perdendo na final contra Ariel atleta do Israel. Ou seja medalha de prata.
Minha carreira até agora não podia ser melhor praticando em provas internacionais representando o meu pais, com apoio dos meus familiares, amigos, principalmente de Pedro Soares, o meu treinador.
Não sabia o que era o judo, na escola havia um programa escolar para os alunos e eu como gosto de fazer desporto inscrevi-me, ate o dia em que fui ao sporting treinar que foi onde comecei e nem quero sair. Iá mesmo só para brincar ate perceber que estou a gostar daquilo ai parei e pensei. Será que é isto que eu quero? Acabei por chegar a conclusão que sim...
Minha primeira competição internacional foi numa Taça de Europa em Coimbra, Portugal, e como era minha primeira prova internacional nervosismo não faltava ali. Acabei perdendo meu primeiro combate.
6 Quando e como entraste para o Sporting e que diferença isso tem feito na tua carreira desportiva?
R: Entrei no sporting já crescidinha tinha 10 anos quando entrei, foi através da escola, faz muita diferença porque além do sporting se preocupar muito com os seus atletas, eles nunca deixaram de acreditar em mim mesmo não sendo portuguesa, tem um efeito muito positivo na minha carreira.
7 Nasceste em Cabo Verde então?
R: Nasci em Cabo Verde, mas vim para Portugal muito nova.
8. Qual é o apoio que o Estado de Cabo Verde tem dado para que possas seguir representando a nossa bandeira e como vês a evolução do judo no nosso país?
R: O estado tem-me apoiado muito e isso não posso negar. Porque só o facto de eles aceitarem inscrever-me nas provas e pagarem -me algumas provas já é o suficiente. Nunca fiz judo em cabo verde fiz sempre no sporting, daí que não conheço muito da realidade lá em relação à modalidade.
9. Quais e/ou quem são as tuas referencias no Judo e quem 3/ou o que é que te motiva a seguir em frente nesta modalidade?
R: O meu treinador sem dúvidas Pedro Soares, Taciana Lima que é um excelente exemplo para mim e os meu pais.
10. Por último uma palavra de encorajamento àqueles que, em Cabo Verde, queiram seguir ou estejam a ingressar no judo?
R: Não desistam do vosso sonho, lutem sempre pelo vosso objetivo, mesmo que possam passar muitas dificuldades, porque na vida como dizem nada é facil, mas com o trabalho chegamos sempre lá e somos sempre recompensados.
fonte:DGD

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