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Pai cabo-verdiano expõe realidade chocante no Hospital Agostinho Neto

Como é possível faltar água nas casas de banho...

GM Jay denuncia condições desumanas na pediatria do Hospital Agostinho Neto

O cabo-verdiano GM Jay usou as redes sociais para relatar uma das experiências mais difíceis da sua vida: o internamento da sua filha de 4 anos na pediatria do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na cidade da Praia. No extenso desabafo, publicado esta semana no Facebook, a mãe descreveu as duas semanas de internamento — de 20 a 30 de outubro — como um período de sofrimento, marcado não apenas pela doença da criança, mas também pelas “condições desumanas” do serviço hospitalar.

Segundo GM Jay, o processo de atendimento começou com longas horas de espera na urgência e seguiu-se uma série de exames — sangue, urina, punção lombar e raio-X — até que, após vários dias de febre persistente, foi identificado um quadro de infeção pulmonar. A criança teve alta após 11 dias de internamento, já em recuperação, mas a experiência deixou a mãe profundamente abalada.

“O que presenciamos e enfrentamos dentro daquelas instalações foi verdadeiramente revoltante”, escreveu.

“Como é possível faltar água nas casas de banho, medicamentos básicos como ibuprofeno para crianças, ou conviver com baratas e formigas nos quartos?”, questionou.

A publicação denuncia ainda a falta de empatia e profissionalismo de alguns enfermeiros, relatando casos em que os profissionais dormiam durante o turno e se mostravam incomodados ao serem chamados para assistir pacientes. GM Jay também criticou as más condições das cadeiras e do espaço destinado aos acompanhantes, descrevendo um cenário de descuido e desrespeito com pacientes e profissionais.

“Nem os profissionais de saúde merecem trabalhar nessas condições, e muito menos as crianças e os seus pais devem passar por isso. É uma vergonha!”, lamentou.

GM Jay afirmou que decidiu tornar o caso público para dar voz a muitos pais que enfrentam situações semelhantes e permanecem em silêncio “por medo de represálias”.

“Hoje sou eu, amanhã pode ser você”, alertou, apelando a mais empatia, consciência social e ação por parte das autoridades competentes.

O post, amplamente partilhado nas redes sociais, reacendeu o debate sobre as condições hospitalares em Cabo Verde, especialmente nas áreas pediátricas, e levantou um forte apelo à melhoria dos serviços de saúde pública.

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