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A empreendedora

Os jovens queriam casar, mesmo que por fingimento

A empreendedora

I

Já muito antes de pensar na mudança para Longueira a ideia de ir pescar baleia já o prendia a vontade de mudar para outros ares, olhares e os mares e marés. Ele nunca foi um homem de parar num lugar só ou ficar sem gastar a sola da bota num forró que aprendeu devido a tanto escutar o comandante brasileiro que sempre aportara no porto de onde havia parado, dizia sempre que forró é coisa dos outros, tendo em conta que funaná quando nasceu começou a perturbar a terra e levantava o fumo até suores molharem o corpo dos homens que um dia há de voltar a ser terra. Ainda que a sua esposa o acusava de ter gosto demasiado abrasileirado, ele sempre voltava para casa e se recusava terminantemente de que não era um brasileiro, nunca quis ser um aventureiro como um brasileiro que viaja à procura das mesmas coisas que ele anda a procurar, a satisfação e o preenchimento. Pelo menos eu tenho um casamento e uma mulher a minha espera, sempre me espera para terminar um assunto que deixa pela metade. Pensava sempre com os costumes dos brasileiros e comentava.

— Agô forró! Dizia ela.

Há alguns dias ele chegou em casa e a mulher recebeu-lhe na porta, abriu-lhe os braços e as crianças riram com ele, mas era a ora de mudar de longueira mais uma vez. Todas as vezes que os lábios secaram, e a cada vez que tentam lamber com língua a secura dá lugar a pancada que pinga sangue e a verdadeira noção do ar seco e tempo seco se residir aneles mesmo, então é mais uma vez o tempo de mudança e procura de um lugar para se estabelecer definitivamente.

-Dessa forma, nunca mais vãos casar, todas as vezes que assentamos num lugar e marcarmos o dia para o casamento sempre acontece alguma coisa para nos impedir.

— Marido, são coisas de deus, tudo acontece exatamente como deus quer.

— Não, repara que é a própria terra que no empurra. Nos empurra para dentro dela, nos empurra uns contra outros, depois que já percebemos ela, chegamos a triste conclusão de que a terra nos empurra, uns contra os outros, é o mesmo que ela estivesse a nos dizer, saem deste lugar, saem das ilhas, então, desta forma começa o verdadeiro sentimento do apego a ela mesma, o apego à família, o apego a terra seca e as nossas calças que nos dobram até canela e de tantos costume já nos é habitual, no entanto, não temos nada para comer nada para vestir, só agua longe para o dia a dia de djuguta depois dos meninos beberem.  

O marido olha para o céu e lembra das notícias de dias antes escutadas na voz dos brasileiros marinheiros em descanso no porto sobre o senhor pequeno e de bigode desenhada debaixo do nariz e usa boné e vestes militar, um homem de metro e meio que iria incendiar o mundo. Aquela ideia não lhe deu medo, mas, fez-lhe ter mais anciã de querer o mais rápido possível conhecer outros lugares, fazer a pesca como sonhou.

 II

O mundo andava em saltos altos, quase frágil, a própria esposa usava salto alto gastada que por um triz quebra. O marido olha para os pés dela e disse.

— É o que nos obrigava a parar de vez em quanto para remendar esse tão amado sapato.

Ao consertar os seus sapatos, logo vem à cabeça, de que o mundo mesmo estava em remendo quase a despedaçar, então olha para os filhos e marido e lamenta.

— É a Guerra meus filhos, reparar esse salto alto, tem sido uma guerra, é preciso ter garras e vontade de tê-las nos pés.

Meio mundo estava para quebrar. Muito antes da guerra, eles que nasceram na época do território ultramarino, o que os tornava nuns humildes vinhos de segunda, portugueses pretos fora do território não branco, pousados noutro mundo. Souberam que os mais jovens podiam ir pegar nas armas, ir ajudar os ingleses através deles. Os primos portugueses. Por essas palavras, o marido relatou a mulher com estilo de que ele poderia ser um deles a frente da guerra. A mulher pensa no casamento ensaiada para acontecer mais de sete vezes que não sai, não ata e nem desata, muito menos com alfinete e nem com a agulha.

Sempre teve essa ideia. Ele só queria a guerra, a guerra com as baleias vagabundas e brancas, ou um cara a cara com tal Mooby-Dick que ele escutava os marinheiros americanos a contar quando aportavam na cidade.

Já tinham caminhado muito, os lábios e os pés combinavam, um esta cheio da terra que prega na barriga dos seus pés até a perna e vira lama seca e nos lábios as pequeninas pancadas mostravam sangue e nos seus corpos o calor era fogo. Ainda que as elevações de terra desuniam Longueira das restantes regiões habitadas de localidade de Tangara Pequeno lugar onde eles desejaram ficar e fincar a vida dentro de uma casinha para estar ali apara sempre. 

Tinham especial atenção nos dois jogos de palito, e no vestido de noiva. Quase a chegar ao destino, descontinuaram a viagem para relaxarem e se atualizarem sobre os últimos acontecimentos ouvindo a rádio América.

A guerra não estava tão longe de chegar. A senhora esposa nunca teve língua presa, sabia que a qualquer dia ele desaparecia por dias ou talvez anos. Seria a oitava vez que iria partir. Ela observa a impaciência do marido, já alguns anos de convivência já não era tão necessário vê-lo nos olhos ou perguntá-lo sobre a impaciência de estar a ir e vir no meio deles como se fosse mosquito a procura de sangue, ela observou, pôs a cara deitada na sua sulada de pano terra que trazia na cintura, juntou as palmas da mão e deitou quietinha a respirara calmamente, observando o chão que lhe roda nos olhos, vê as pequenas pedrinhas a viverem os seus eternos silêncios como se elas quisessem dá-la algum exemplo ou recado de libertação, e respira contra pequenas arreias e pedrinhas que saem de lugar e volta a pô-los novamente onde estavam, mas veio-lhe ideia se era necessário repô-los, pareciam tão feliz noutro lugar, num momento de luz e inspiração ela conclui que a presença dela naquele sítio poderia ser algum propósito de deus para afasta-los de la e praticar um ato de libertação. 

Ele levantou, e recompôs, como se alguma elevação superior lhe entrasse por dentro e comesse todos os antigos gostos e pensamentos de que a mulher só o é quando se casa, mas pelo olhar do marido se percebe que o casamento era o sonho dela, carregada pelos pais desde quando saiu de casa aos dezasseis anos.

— Se desta vez fores embora sem nos casarmos, não precisas voltar.

Informou por essas palavras ao marido que ama estar no mundo para vagamundo. Ele ouviu, deu dois passos para traz, sentiu que já não há nada que os prende reciprocamente, nem pelo afeto, nem pelo compromisso, a não ser os filhos que a esposa sempre cuidou. Andou para traz, respirou com a boca, com o nariz, se afogou, lágrimas caiu-lhe dos olhos e não se sabe se foi pela libertação ou por afogar, mas, respondeu.

— Mulher, vou embora, mas sempre volto, fui feito para conhecer o mundo, eu não sou vagabundo, não me trates assim mulher. Eu só sou vagamundo.

— Veja bem, se fores embora sem nos casarmos, juro-te que jamais te esquecerei, nunca te esperarei, jamais te perdoarei. Mas serei só a mãe desses sete filhos e a dona de outra norma que vai nascer hoje, não nasce para insistir em ser só isso, ser alguém que deambula e estar sempre a espera de um homem. Vê o mar? Pois, é só fingimento. Nós aqui da terra, não fomos inventados para viajar, somos os restos das viagens e do exilo contrafeito, somos a sorte que lhe apareceram nas viagens e nessas ilhas pousamos e ficamos parecidos com eles reclamando que somos africanos sem ter etnia nenhum no corpo e na alma, a não ser cara com essas peles lavadas, ainda que há muito andamos a fugir para outras partes, nós voltamos sempre para casa, nossas ilhas. Por isso vá embora.

Chateado pela ração da mulher, ele perguntou.

— Norma? Qual norma? Eu não sou preso e nem serei prisioneiro dessas ilhas e, nem conivente com o mar, o que dizes aqui só lhes servem que chegaram primeiro as ilhas, nós superamos a terra, adaptamos-lhe e eu só sou isso, um viajante, quantos maridos que já se casaram e foram embora e nunca mais voltaram, mas, as esposas esperaram?

— Eu não, sou qualquer mulher, não sou a sua mulher, aquela guardada no canto da sua boca e o pensamento, quando eu era pequena os meus pais liam-me a bíblia e contava história das rainhas do continente, provavelmente estão em mim, eu não sou essa sua mulher que o país idealiza, se achares que sou a delinquente, serei a transgressora, mas, os meus filhos terão a defesa de uma delinquente.

O marido, sente neste momento, toda a força da sua mulher, como se tivesse saído da inocência doméstica para lembrar de ser a mulher, é preciso ser a mulher e ela jogou para fora todas as formas, antes vestidas na cabeça criada pela sua mãe e pelo pai.

- O quê que te deu mulher? Respondeu o marido já com o saco na mão.

— Então estás decidido a ir embora, fica a saber que serei só mais mulher, e vais ouvir sobre mim. Olha que estarei aqui te amando, estarei aqui te desprezando, claro, só se fores embora desta vez.

— Olha, daqui a três dias estará um baleeiro na ilha e vai sair um barco na cidade para lá, eu preciso ir, preciso matar-me dessa gana de conhecer. Sabe que morro aos pedaços quando entro em pausa por aqui, este interior não é para mim, mas, estará sempre no meu íntimo, este lugar tem só o norte, badios sem livros nas mãos e as vezes enxadas para recompor a esperança de um tempo de azagua incerta e mais nada.

Após terem ganhado o descanso, a mulher arrumou as coisas e ordenou as sete crianças para pegarem as coisas que o marido tinha trazido até aquele momento. Por dois eternos minutos ele despediu do Tubursiu pé na estrada.

— Não sou eu é que vou-te prender, vá, que aqui temos essa seca para enfrentar, vá ao encontro do mundo que aqui tenho tudo, esses nossos sete filhos para educar, sem esses vícios de serrem badios de fora, aliás, irão ser um dia badios com esporas na mente.

O marido em silêncio arrumou a sua bolsinha de restos de trapo velho, pendurou e voltou a cara em direção à cidade. Antes pegou num jumento que estava os acompanhando na mudança. A mulher o impediu de levar, apesar de aceitar a recusa, perguntou.

— Então é assim? Desta vez tu despediste.

— Sim, ainda tu tens a hipótese de voltar. Não esqueça que lhe amo longe daqui, sendo tu, ainda presente.

Foi-se o homem, foi embora partindo com a certeza que aquela partida seria só de ida, mas deu tempo para a esposa dizer-lhe uma últimas palavras quando o chamou a alguma distância.

- As vezes é preciso libertar as pedras para que os murros não sejam vistas como impedimento.

 

III

Um ano depois enviou uma carta à família informando do seu estado e a vida na América, a sua participação nas pescas de baleia e dando conta que também tem forró e há homens de preto e muitos deles nas ruas de corneta na boca soltando folgo ao abrigo de uma melodia que o lembrava o seu avô de corrente nos pés a chegar a cidade do mais antigo nome.

Como encomenda enviou mais dois pares de palito e dois vestidos de noiva com a ideia de que um dia os filhos poderão usá-los para os seus casamentos. A chuva teimava em não vir, e quando vinha era só uma ou dois vezes num mês só para aliviar a teimosia daquelas gentes num bom ano de azagua, naqueles dois anos a situação tornou-se terrível. Em longueira as pessoas já morriam a conta-gotas devido à seca e a fome, o boato da guerra já não se fazia só por boato era uma certeza confirmada, o homem de bigode desafiava a todos assim como a seca no país.

— Gentes a morrerem a fome nesta seca, ele envia-me palito e vestido de noiva, resmungou a fecunda. Entre a deceção e raiva do ex. marido na América, a senhora teve a grande ideia. Saiu a sua varanda, pós as mãos na testa e olhou longe e o sol comungava-lhe o limite do mar la longe.

Quilómetros de terrenos eram abandonados pelos donos, muitos já não tinham dinheiro e nem meios de aguentar a propriedade. Os portugueses de primeira fugiram, para outros lugares, os que eram da terra tiveram alguma sorte, sobretudo os adultos e anciões, não iam para a guerra, somente os mais novos, então ouve uma grande correria para se casar de modo a evitarem a ida para guerra.

Os jovens queriam casar, mesmo que por fingimento, ao saber disso, o pároco impediu muitos casamentos e ordenou que os casamentos tinham de ter certos arranjos, como vestuários, por exemplo. Depois daquela imposição houve desespero, já que tinham de ir para a guerra. O padre todas as sextas-feiras vinha até o sítio confessar pessoas e conceber celebrações de casamentos que raras vezes acontecia tendo em conta que as pessoas não tinham posses de terem um bom palito e vestido de noiva branca que restasse pelo chão.

A senhora fecunda respondeu ao seu marido a (carta) dois anos após a guerra ter iniciado.

“Querido, meu ex. e amado marido, peço-te. Não me envia, cartas e nem saudades nas assas de quem vem. O palito e o vestido de noiva que enviou que usei com aquele par que serviu a nossa deceção de não casarmos, tu deste-me um propósito, no fundo deste-me outra norma e forma. Aluguei os todos em troca da realização de sonhos. Os jovens do nosso sítio não foram para a guerra casaram-se com os trajes que aluguei. Em troca das suas terras e restos dos animais que não morreram, a fome e seca. Agora a totalidade de Longueira e da cidade é minha. Só a minha. Sou a fecunda e norma com a outra forma. Uso a minha própria norma. A maior laboriosa descendente dos africanos chegados a esta terra. Agora, nas sextas já não vem os padres após o início desta maldita Guerra ter iniciado no dia 1 de setembro de 1945. Os teus filhos amam-te. Eu também, mas, mais as minhas, as minhas terras.

IV

Passados mais de sessenta anos, conta-se pelos registros do arquivo pesquisados nas categorias da administração colonial que vieram ao conhecimento publico, algumas informações sobre a vinda de alguns descendentes do ex. marido que falecera na América vieram a terra para conhecer os irmãos já velhinhos e os seus netos. Há narrativas que nunca chegaram a ser confrontadas com fatos sobre este assunto, algumas pessoas que são naturais da localidade da fecunda que sempre inspirou na vida da senhora para ser uma mulher gloriosa na vida, disse que nunca chegaram a ser recebidos pela família, com a desculpa de que vieram procurar o que não tinham direito, neste caso, partes da terra adquiridas pela mãe no tempo de grande infortúnio para a terra e para o mundo.

Ainda adiantam que os descendentes e filhos da senhora se tornaram abastados vendedores de terra que herdaram da mãe apos a morte, vastas terras que vendiam aos estrangeiros para a estruturação de grandes realizações turísticos e casas particulares, e sempre tinham que obrigar o cumprimento da tal cláusula, de que só vendiam o terreno se o dono colocaria na entrada dos condomínios a foto da vovó Fecunda, a fundadora do sítio. Mesmo morta, sempre que haja alguma movimentação no sítio ela olhava as pessoas de fronte como se a escultura fosse viva. Lamentam muito a parda da mulher e a sua força, se estivesse viva, talvez tomaria o país inteiro.

Mario Loff

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Dexam Sabi Cabo Verde: A empreendedora
A empreendedora
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